O novo papel do recebível: de contas a receber a um ativo estratégico para as empresas

Por muito tempo, o recebível foi tratado pelo mercado de capitais ou de crédito como um valor resultante de uma venda, porém com risco devido à incerteza do recebimento. Com a evolução da gestão do cash flow e a entrada em operação da duplicata escritural, essa lógica começa a mudar. Com informações mais estruturadas e […]

Por muito tempo, o recebível foi tratado pelo mercado de capitais ou de crédito como um valor resultante de uma venda, porém com risco devido à incerteza do recebimento. Com a evolução da gestão do cash flow e a entrada em operação da duplicata escritural, essa lógica começa a mudar. Com informações mais estruturadas e maior rastreabilidade, o recebível pode ganhar espaço nas decisões estratégicas de tesouraria e gestão de capital.

O novo modelo de duplicata escritural, implementado gradualmente pelo Banco Central, estabelece o registro eletrônico, tornando-o um ativo real para colateralizar operações de crédito, atuar como garantia real e viabilizar outras operações que buscam ativos seguros.

Para Edson Silva, presidente da Nexxera, investidor e estudioso da aplicabilidade, o principal ganho com a duplicata eletrônica está em poder transformá-la de um ativo financeiro em um ativo real e seguro, com a utilização de mecanismos que monitoram em tempo real sua liquidação e os liquidantes.

“O recebível sempre esteve dentro da operação da empresa, mas nem sempre foi administrado sob uma perspectiva estratégica de liquidez e capital. Quando passa a ter identidade, rastreabilidade e uma gestão forte e estruturada, ganha mais valor e consistência. As empresas, seja o recebedor ou sacador, seja o pagador ou sacado, conseguem utilizá-la como um ativo forte e real para melhor gestão de caixa, ampliando suas margens”, afirma.

Do contas a receber à gestão de liquidez

Na prática, essa mudança amplia a gestão de caixa pela tesouraria. Em vez de simplesmente acompanhar as datas de recebimento, a empresa pode utilizá-la como um instrumento de redução de custos financeiros e aumento da margem líquida, por exemplo.

Permite, dessa forma, aos credores tomar decisões sobre a melhor data para receber, independentemente do vencimento, e, para os devedores, escolher a melhor data para pagar, independentemente do vencimento. E, com a segurança que as novas plataformas trazem ao recebível, ele permite que os custos financeiros nos gaps de caixa sejam minimizados por meio de crédito estruturado e lastreado nesses recebíveis.

O Banco Central destaca que a nova infraestrutura pode ampliar as alternativas de financiamento e capital, permitindo que empresas negociem seus recebíveis com menor custo e diferentes instituições interessadas.

Um ativo que nasce muito antes de ser um recebível

Outra mudança está na relação entre empresas. A evolução dos registros não será apenas na nota fiscal e na respectiva duplicata. Todo o processo negocial poderá ser registrado, criando-se ativos que permitam prover recursos que fomentem a produção, atraindo mais capital e até menor custo.

Isso cria uma ponte entre a atividade produtiva, comercial e o mercado de crédito.

“Estamos falando de aproximar o processo produtivo, o pedido e a venda da estratégia financeira e de crédito. Quanto mais essas informações estiverem estruturadas e registradas, maior será a capacidade das empresas de produzir e crescer com melhores margens”, explica o executivo.

O novo olhar do financeiro

O impacto da escrituração ou do registro também tende a elevar a atenção dos CFOs e gestores financeiros para as etapas negociais além dos recebíveis. Tudo passa a ser analisado como um conjunto de ativos, com diferentes níveis de risco, previsibilidade e até liquidez.

Isso exige uma visão mais integrada entre produção, comercial e financeiro. Vender mais continua sendo importante, mas a gestão do fluxo e do custo de caixa passa a ganhar mais horizontes de análise.

Nesse contexto, a duplicata escritural inaugura um novo cenário nas etapas de escrituração de ativos que se transformam em lastros mais confiáveis para a utilização do crédito como instrumento de resultado.

Para Edson, esse é o ponto central da transformação. “O novo papel da escrituração, inicialmente sobre recebíveis, é ver ‘dinheiro’ em todas as etapas, desde a produção até o recebimento ou pagamento. Ela passa a ser parte da estratégia de crescimento e resultado. Para as empresas, significa ampliar a gestão de todos os processos e de sua cadeia produtiva como elementos de maior resultado”, conclui o presidente da Nexxera.

A escrituração da duplicata escritural, portanto, não representa apenas uma mudança na forma de registrar títulos. Ela está inaugurando uma nova era na gestão de resultados, tanto para quem vende quanto para quem compra.

Sobre a Nexxera 

A Nexxera, com sede em Florianópolis (SC) e principal unidade de negócio em São Paulo, atende todo Brasil provendo o maior ecossistema de serviços financeiros, supply chain e crédito do Brasil. Fundada em 1992 pelos sócios, Edenir Silva, vice-presidente, e Edson Silva, presidente, a companhia oferece um ecossistema completo com soluções de cash, crédito e supply chain para empresas de todos os portes. 

Com foco em resultado, eficiência e escalabilidade, ancorada em tecnologia de ponta, a Nexxera revolucionou o mercado ao deixar de vender tecnologias e, através de uma assinatura prover todas as plataformas que todos os portes de empresas, em qualquer segmento, precisam para realizar negócios, integrar-se com toda sua cadeia produtiva, instituições financeiras e parceiros estratégicos. O sucesso é tanto que já movimenta trilhões de reais em transações anuais. Entre seus clientes estão Carrefour, Sony Music, Merck, Brasil Brokers, Gafisa, Cyrela, Crefisa, Rinnai Brasil, Direcional, Mozak, Tenda e Nu Pagamentos. 

Presente nas principais cadeias de negócios do país, a Nexxera segue liderando movimentos de inovação que fortalecem a economia e ampliam a transparência nas relações empresariais. Mais informações: www.nexxera.com