O presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza, Márcio Michelasi, comandou uma reunião estratégica com representantes de entidades e lideranças do setor da beleza e estética para discutir os possíveis impactos provocados por movimentos que defendem a separação formal entre as áreas no Brasil.
O encontro contou com a participação de membros dos Conselhos Pró-Beleza, representantes patronais e integrantes da ABSB (Associação Brasileira do Setor da Beleza), que demonstraram preocupação com possíveis alterações regulatórias capazes de atingir diretamente clínicas, salões, centros de estética e milhares de profissionais em todo o país.
Durante a reunião, Michelasi reforçou a necessidade de manter a integração histórica entre estética e beleza, argumentando que as duas áreas sempre caminharam juntas tanto no mercado quanto na legislação brasileira.
Segundo os participantes, uma eventual divisão institucional poderia gerar insegurança jurídica, aumento de burocracia e impactos financeiros severos para empresas e trabalhadores do segmento. Entre os temas mais debatidos esteve a possibilidade de perda de benefícios relacionados à Lei do Salão Parceiro, o que poderia elevar significativamente a carga tributária de clínicas e profissionais da estética.
As lideranças presentes também destacaram que a Receita Federal já reconhece a atuação conjunta das áreas por meio do CNAE 9602-5, utilizado no enquadramento de atividades ligadas à beleza e estética. Para o grupo, alterar essa estrutura poderia comprometer modelos de negócio consolidados ao longo de décadas.
Márcio Michelasi afirmou que a tentativa de desvincular estética da beleza ignora a própria formação do setor e desconsidera a atuação multidisciplinar dos profissionais.
Nos últimos dias, o presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza também se posicionou publicamente nas redes sociais sobre o tema. Em uma publicação no Instagram, Michelasi declarou:
“Estética é, por definição legal, tratamento de beleza. Não é opinião, é enquadramento oficial. E negar isso não torna ninguém mais técnico, mais científico ou mais elevado. Apenas desconecta o profissional da realidade do próprio setor.”
Na mesma publicação, ele ressaltou que a beleza também envolve conhecimento científico e técnico, citando áreas como cosmetologia, visagismo, tricologia, bioquímica, anatomia facial e terapia capilar. Segundo Michelasi, existe uma tentativa equivocada de diminuir o papel da beleza dentro do próprio mercado estético.
Outro ponto discutido durante o encontro foi a atuação integrada dos profissionais da área. Esteticistas, cosmetólogos, especialistas em imagem pessoal, terapeutas capilares e profissionais da beleza compartilham rotinas e procedimentos diretamente conectados ao bem-estar, autoestima e cuidados pessoais da população.
Os representantes do setor também destacaram que a estética possui impacto relevante na saúde emocional e social dos pacientes, além de participação crescente em clínicas médicas, tratamentos complementares e programas de recuperação da autoestima.
Durante a reunião, os participantes classificaram como “artificial” a tentativa de criar uma divisão entre estética e beleza, afirmando que a proposta pode comprometer a estabilidade econômica de milhares de trabalhadores e empresas em todo o Brasil.
Ao final do encontro, Márcio Michelasi reforçou que o setor pretende ampliar o diálogo com autoridades e representantes políticos em Brasília para defender a manutenção da estrutura atual da área.
“Estamos falando de uma cadeia econômica gigantesca, construída historicamente de forma integrada. Separar estética e beleza pode gerar consequências graves para profissionais, empresários e consumidores em todo o país”, afirmou Michelasi.


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